quarta-feira, 9 de março de 2011

Força!


Faça de seus pensamentos a força de que está precisando.



Esqueça as coisas ruins e limpe a mente cultivando


somente bons pensamentos.


Acredite no sucesso total, não imagine obstáculos


na sua mente.


Tudo que uma pessoa é capaz de planejar, ela é capaz de realizar.






Tenha fé, otimismo e ação.


Sua vida só você a vive.


Portanto goste mais, acredite mais,


e seja mais feliz.


Procure plantar sementes de amor e otimismo na sua vida e você colhera sempre maravilhosos frutos.


Eu acredito em você.

Desconheço o autor.

Saudades

 


Saudades! Sim... Talvez... e porque não?...

Se o nosso sonho foi tão alto e forte

Que bem pensara vê-lo até à morte

Deslumbrar-me de luz o coração!

 
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!

Que tudo isso, Amor, nos não importe.

Se ele deixou beleza que conforte

Deve-nos ser sagrado como o pão!
 

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,

Para mais doidamente me lembrar,

Mais doidamente me lembrar de ti!

 
E quem dera que fosse sempre assim:

Quanto menos quisesse recordar

Mais a saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca

domingo, 6 de março de 2011

Soneto de Fidelidade


De tudo ao MEU AMOR serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.



Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.



E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama



Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes






**************

Temo que neste mundo não exista nenhuma pessoa que seja merecedora, do meu amor, do meu respeito, da minha amizade ou de qualquer sentimento puro que traga dentro de mim.
Temo ficar só, por não mais acreditar nas pessoas. Temo este temor e espero que um dia esta terrível sensação passe.

Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

A Hora Íntima


Quem pagará o enterro e as flores

Se eu me morrer de amores?


Quem, dentre amigos, tão amigo

Para estar no caixão comigo?

Quem, em meio ao funeral

Dirá de mim: — Nunca fez mal...

Quem, bêbado, chorará em voz alta

De não me ter trazido nada?

Quem virá despetalar pétalas

No meu túmulo de poeta?

Quem jogará timidamente

Na terra um grão de semente?

Quem elevará o olhar covarde

Até a estrela da tarde?

Quem me dirá palavras mágicas

Capazes de empalidecer o mármore?

Quem, oculta em véus escuros

Se crucificará nos muros?

Quem, macerada de desgosto

Sorrirá: — Rei morto, rei posto...

Quantas, debruçadas sobre o báratro

Sentirão as dores do parto?

Qual a que, branca de receio

Tocará o botão do seio?

Quem, louca, se jogará de bruços

A soluçar tantos soluços

Que há de despertar receios?

Quantos, os maxilares contraídos

O sangue a pulsar nas cicatrizes

Dirão: — Foi um doido amigo...

Quem, criança, olhando a terra

Ao ver movimentar-se um verme

Observará um ar de critério?

Quem, em circunstância oficial

Há de propor meu pedestal?

Quais os que, vindos da montanha

Terão circunspecção tamanha

Que eu hei de rir branco de cal?

Qual a que, o rosto sulcado de vento

Lançara um punhado de sal

Na minha cova de cimento?

Quem cantará canções de amigo

No dia do meu funeral?

Qual a que não estará presente

Por motivo circunstancial?

Quem cravará no seio duro

Uma lâmina enferrujada?

Quem, em seu verbo inconsútil

Há de orar: — Deus o tenha em sua guarda.

Qual o amigo que a sós consigo

Pensará: — Não há de ser nada...

Quem será a estranha figura

A um tronco de árvore encostada

Com um olhar frio e um ar de dúvida?

Quem se abraçará comigo

Que terá de ser arrancada?

Quem vai pagar o enterro e as flores

Se eu me morrer de amores?



Rio, 1950 - Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio, 1998, pág. 455

Se eu morresse amanhã



Se eu morresse amanhã, viria ao menos

Fechar meus olhos minha triste irmã;

Minha mãe de saudades morreria

Se eu morresse amanhã!



Quanta glória pressinto em meu futuro!

Que aurora de porvir e que manhã!

Eu perdera chorando essas coroas

Se eu morresse amanhã!



Que sol! que céu azul! que dove n'alva

Acorda a natureza mais loucã!

Não me batera tanto amor no peito

Se eu morresse amanhã!



Mas essa dor da vida que devora

A ânsia de glória, o dolorido afã...

A dor no peito emudecera ao menos

Se eu morresse amanhã!


Á L V A R E S D E A Z E V E D O

































Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina incomode, que o medo impeça de tentar...

A pessoa que teme tentar é escravizada por esse receio.

Fernando Veríssimo

Solução

 
"Se você procura solução adequada ao seu problema, não olvide o grande remédio do Trabalho, doador de infinitos recursos, em favor do progresso do Homem e da Humanidade.

Seu cérebro vive cheio de perguntas?


Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas.

Suas mãos permanecem paralisadas pelo desânimo?

Insista no trabalho e o movimento voltará.

 
Seus braços jazem fatigados?

Confie-se ao esforço novamente e a ação simbolizará para eles o lubrificante preciso.

 
Seu coração vive pesaroso e sem luz?

Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário.

Seus ideais encontraram sombra e gelo no grande caminho da vida?
 
Dê seu concurso às boas obras sem desfalecer e claridades novas brilharão no céu de seus pensamentos.

 
A parada que não significa descanso construtivo para recomeçar as atividades úteis é alguma coisa semelhante à morte.


Todos os males da retaguarda podem surpreender aquele que não avança. Mas se você acredita no poder do Trabalho, aceitando o serviço aos semelhantes, por norma de viver em paz, na obediência a Deus, o seu espírito terá penetrado realmente o verdadeiro caminho da salvação."
 

André Luiz

Livro: "Endereços de Paz" - Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Corra o risco!


As vezes é preciso perder, para dar valor.

É preciso chorar, para aprender a amar.

É preciso confiar, para se entregar e ainda assim a grande verdade é que, é preciso ouvir para nunca gritar...

Todos irão sofrer um dia, para saber, o verdadeiro sentido da felicidade!

Muitas vezes deixamos de lutar pelo que realmente queremos pelo simples fato de não estarmos preparados para ouvir o não; errar é humano, perdoar é preciso, e correr atrás daquilo que realmente queremos é uma obrigação!

Viva, ame, pense, erre, caia, levante.

E depois do erro corra atrás de refazer o seu acerto, faça tudo o que desejar fazer, diga te amo sem medo de não ouvir isso depois, aproveite a vida, nunca se sabe o dia de amanhã... 

Rir é correr o risco de parecer tolo.

Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.

Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.

Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é imprescindível á todos.

Só você pode evitar que ela vá ao fracasso.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. É importante que você sempre se lembre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem .

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!



Desconheço o autor.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".

No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalistas" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam o ouvido do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom?

Claro que é!

Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal?

Evidente que sim.

Mas por que reclamam depois?

Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação".
 
Agir como tribalistas tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida...

Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém.

Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele os ingredientes vão além do descompromisso, como:

não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram.

Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix".

A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo.
 
Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.

Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada.

Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando.

Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais.

Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
 
Namorar é algo que vai muito além das cobranças.

É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só pra dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar".

Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão.

O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinal de frustrações futuras.

Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição.

No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal juntos até morrer".

Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.

A questão não é casual, mas quem sabe correlacional.

Podemos aprender a amar se relacionando, trocando experiências, afetos, conflitos e sensações.

Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém.

É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo e não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também...

É não ser livre para trocar e crescer...

É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.


Arnaldo Jabor

***

É tenho que concordar com ele... É bom saber que ainda existem pessoas neste mundo que pensam como eu! UFAAAAAAAAAAAAAA
 

terça-feira, 1 de março de 2011

Vamos Fugir...

 
Vamos fugir!

Deste lugar

Baby!

Vamos fugir

Tô cansado de esperar

Que você me carregue...



Vamos fugir!

Pr'outro lugar

Baby!

Vamos fugir

Pr'onde quer que você vá

Que você me carregue...



Pois diga que irá

Irajá, Irajá

Prá onde eu só veja você

Você veja a mim só!

Marajó, Marajó

Qualquer outro lugar comum

Outro lugar qualquer...

Guaporé, Guaporé

Qualquer outro lugar ao sol

Outro lugar ao sul

Céu azul, Céu azul

Onde haja só meu corpo nu

Junto ao seu corpo nu...



Vamos fugir!

Pr'outro lugar

Baby!

Vamos fugir

Pr'onde haja um tobogã

Onde a gente escorregue...



Vamos fugir!

Deste lugar

Baby!

Vamos fugir

Tô cansado de esperar

Que você me carregue...



Pois diga que irá

Irajá, Irajá

Prá onde eu só veja você

Você veja a mim só

Marajó, Marajó

Qualquer outro lugar comum

Outro lugar qualquer...

Guaporé, Guaporé

Qualquer outro lugar ao sol

Outro lugar ao sul

Céu azul, Céu azul

Onde haja só meu corpo nu

Junto ao teu corpo nu...



Vamos fugir!

Pr'outro lugar

Baby!

Vamos fugir

Pr'onde haja um tobogã

Onde a gente escorregue...



Tô cansado de esperar

Que você me carregue

Todo dia de manhã

Flores que a gente regue...

Uma banda de maçã

Outra banda de reggae...



Todo dia de manhã

Flores que a gente regue...

oooo ... ooo ..



Uma banda de maçã

Outra banda de reggae...

Skank
 
E aí? Vamos Fugir? rs*