segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FREJAT - SEGREDOS



Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei

Diferente de todos que amei...
Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver

E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...

Hum! Hum! Huuuum!...

Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida

Eu quero esquecer...

Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...

Hum! Hum! Huuuum!...

Hum! Hum! Huuuum!...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

Eu procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Rifa-se um coração

Rifa-se um coração quase novo.

Um coração idealista.

Um coração como poucos.

Um coração à moda antiga.

Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.

Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.

Um leviano e precipitado, coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".

Um idealista…Um verdadeiro sonhador…



Rifa-se um coração que nunca aprende.

Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.

Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.


Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.


Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.


Esse coração que erra, briga, se expõe.


Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.


Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.


Este coração tantas vezes incompreendido.


Tantas vezes provocado.


Tantas vezes impulsivo.


Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.


Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.


Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.


Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.


Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:


O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer”


Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.


Um órgão mais fiel ao seu usuário.


Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.


Um coração que não seja tão inconseqüente.


Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.


Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.


Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.


Um simples coração humano.


Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.


Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.


Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.



Clarice Lispector

**Afinidade**


Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente também. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.

Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Ter afinidade é muito raro. Mas, quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com, não é sentir contra, nem sentir para,nem sentir por, nem sentir pelo.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram.

Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida.

 (Artur da Távola)
 
Adorooooooooooo este texto!

Tarefa


Morder o fruto amargo e não cuspir...

Mas avisar aos outros quanto é amargo...

Cumprir o trato injusto e não falhar.

Mas avisar aos outros quanto é injusto...

Sofrer o esquema falso e não ceder.

Mas avisar aos outros o quanto é falso...

Dizer também que são coisas mutáveis..

E quando em muitos a noção pulsar - do amargo e injusto e falso por mudar - Então confiar à gente exausta o plano de um mundo novo e muito mais humano.

(Geir Campos.)

Liberte sua Alma

 
Não se prenda à beleza das formas efêmeras. A flor passa breve.
 
Não amontoe preciosidades que pesem na balança do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze.
 
Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância. Incitatus, o cavalo de Calígula, podia comer num balde enfeitado de pérolas, mas não deixava, por isso, de ser um cavalo.
 
Não alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repleta de moedas que serviram a milhões e cujos donos desapareceram.
 
Não perca sua independência construtiva a troco de considerações humanas. A armadilha que pune o animal criminoso é igual à que surpreende o canário negligente.

Não acredite no elogio que empresta a você qualidades imaginárias. Vespas cruéis por vezes se escondem no cálice do lírio.
 
Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros "cadáveres de vantagens mortas".



André Luiz

Amanhecer


"Quero nascer de novo cada dia que nasce.

Quero ser outra vez novo,puro,cristalino.

Quero lavar-me,cada manhã,do homem velho,da poeira velha, das palavras gastas,dos gestos rituais.

Quero reviver a primeira manhã da criação,o primeiro abrir dos olhos para a vida.

Quero que cada manhã,a alma desabroche do sono como a rosa do botão,e surja, como a aurora do oceano,ao sorriso dos teus lábios,ao gesto de tua mão.

Quero me engrinaldar para a festa renovada com que cada dia nos convidas e desdobrar as asas como a águia em demanda do sol.

Quero crer,a cada nova aurora,que esta é a definitiva,a do encontro com a felicidade,a da permanência assegurada,a de teu sim definitivo."

Chico Xavier

Hamlet



Intenções são escravas da memória, são fortes, mas tem vida transitória.

Qual fruto verde que se ostenta, duro, e há de cair quando fruto maduro. É fatal que esqueçamos de nos dar o que nós mesmos temos de pagar: Aquilo que juramos na paixão, finda a mesma, perdeu a ocasião.

A violência das dores e alegrias destrói as suas próprias energias.
Onde há prazer, a dor poe seu lamento, se a magoa ri, chora o contentamento.

O mundo não é firme, e bem freqüente o próprio amor mudar constantemente, e ainda está para ficar provado se o fado guia o amor, ou este o fado.

Texto


Nasceste no lar que precisavas

Vestiste o corpo físico que merecias

Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
 
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
 
Teus parentes, amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.
 
Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.
 
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes...
 
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.

Não reclames nem te faças de vítima.
 
Antes de tudo, analisa e observa.
 
A mudança está em tuas mãos.
 
Reprograme tua meta, busque o bem e viverás melhor.

CHICO XAVIER

Partida


E então derrepente, o cavaleiro caiu. Sua espada e seu escudo ele os lançou à distância. Sua montaria, um belo corcel branco, assustado e sem saber o que fazer fugiu. Suas forças e coragem, num instante sumiram. Só as sombras o cercavam. E assim ele começou a vagar, vagou muito e por muitos anos. Até que um dia, num local muito distante, maltrapilho e entregue à bebida, uma alma bondosa o acolheu.

D´ele cuidou e uma grande amizade ai surgiu. Mas o cavaleiro mesmo assim definhava a olhos vistos. Um dia, preocupado com o estado de seu novo amigo, com todo o cuidado, perguntou-lhe o ocorrido. E com lágrimas que escorriam como um rio caudaloso, contou-lhe sua estória.

“Eu tinha um reino. E ele era maravilhoso. As flores lá nasciam e nunca mais morriam, as aves faziam festa e os animais cresciam forte e muito alegres. As fontes de água eram muitas e a terra, sem muito esforço, tudo dava. Mas tudo isso era graças a uma luz que a todo o meu reino iluminava. Era realmente o paraíso.

Mas um dia a luz se foi, e tudo mudou. As flores não brotaram mais, as aves se afastaram e os animais morreram. As fontes de água secaram e a terra virou pedra. Enquanto eu pude lutei com todas as minhas forças, mas o sol escureceu e ai tudo desapareceu”.

O amigo, maravilhado e triste ao mesmo tempo, perguntou-lhe se havia um jeito de encontrar novamente esta luz, para poder resolver todos estes problemas. Mas o cavaleiro disse que não havia como pois, a luz abandonou seu reino por vontade própria. Mas porque? Insistiu o amigo. O cavaleiro não soube responder.

Então triste e chateado por não poder ajudar aquele nobre cavaleiro, o amigo se calou. E calado eles ficaram por muito tempo. Noites e dias se passaram, até que, muito curioso o amigo perguntou ao cavaleiro o nome daquela luz que tanto bem fez. E o cavaleiro enchendo o peito falou:

 ...

J. D. Leão

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo


Mas um ano que se finda e este não deixará saudades, enterro com ele muitas coisas importantes que felizmente chegaram a termo.

Nesta noite de sexta em que me encontro só, paro para pensar na vida e no que ela se transformou e no que ainda terei pela frente...

Sento em frente a meu computador e começo a olhar algumas fotos; paro distraída em frente a uma pasta com imagens de montanhas; sinto uma saudade incontrolável de algo que não sei explicar. Aquelas paragens têm o poder de acalmar minha alma; transmitem uma energia diferente e me fazem ficar ainda mais introspectiva.

Quase consigo sentir o cheiro e a umidade, meu coração anseia por isso e nessa hora encontra a paz. Quantas vezes brinco dizendo que nasci no lugar errado, não sou fã de calor, poucas vezes gosto de ficar suada (se é que me entendem rs*).

Amo o frio, talvez porque em mim carregue o fogo consumidor, aqueles que se atreveram a experimentar da minha companhia entendem o que digo; filhas, amigos, familiares, amores creio que todos compreendem a extensão disso. Este fogo tanto aquece quanto queima; a medida sempre depende de quem o recebe.

Vivo intensamente me dou completamente àqueles que estão a meu lado, creio que é na simplicidade que conquistamos as pessoas, quando nos lembramos de coisas boas aquelas que realmente marcam nossas vidas, são as pequenas delicadezas do dia-a-dia que primeiro vêm à memória.

Um telefonema inesperado no meio do dia, um pequeno mimo fora de datas especiais, o amado lembrar-se daquilo que gostamos, as atitudes tomadas para nos auxiliar sem que houvéssemos pedido...

Enfim, não sei amar pela metade, sou intensa demais, confio nas pessoas, e por isso prefiro ficar só, a não mais confiar. Ao refletir na complexidade deste pensamento, percebo que tal decisão implica em alguma dor, tudo bem (No pain no gain), nem sempre conseguimos fazer e ter tudo o que queremos.

Acredito que aceitar as perdas da mesma forma que ficamos felizes com as conquistas é sinal que aprendemos a viver.

Isso me fez lembrar de um pequeno texto que li em algum lugar e era mais ou menos assim:

Hoje descobri o significado das bananas.

A banana podre é a vida que passou e não foi aproveitada no momento certo, agora é tarde demais.

A banana verde é a vida que ainda não aconteceu, é preciso esperar o momento certo.

Finalmente, chegou à vez da banana madura, e este é o momento presente. Saiba vivê-lo sem medo...

Como dizia meu querido Cazuza: "O tempo não pára".

Como saber o que a vida pode nos proporcionar no futuro? Não temos como saber. Mas temos sempre opções.

Eu decidi que serei feliz e realizarei todos (TODOS) os meus sonhos, serei um rolo compressor, nada me deterá.

“Tudo a nossa volta está mudando constantemente. A cada dia, o sol ilumina um mundo novo. Aquilo que chamamos rotina está repleto de novas propostas e oportunidades. Mas não percebemos que cada dia é diferente do anterior.

Hoje, em algum lugar, um tesouro o espera. Pode ser um pequeno sorriso, pode ser uma grande conquista – não importa. A vida é feita de pequenos e grandes milagres. Nada é aborrecido, porque tudo muda constantemente. O tédio não está no mundo, mas na maneira como o vemos”.

Como escreveu o poeta T.S Eliot: “Percorrer muitas estradas, voltar para casa e olhar tudo como se fosse pela primeira vez”

2011 me aguarde!